FISTT celebra 25 anos do álbum 'Finais Iguais, Histórias Diferentes' com shows e documentário
Grupo jundiaiense de hardcore melódico anuncia entrada de novo guitarrista e prepara repertório inédito com produtor do CPM 22

A banda paulista FISTT iniciou as comemorações de 25 anos do álbum Finais Iguais, Histórias Diferentes, lançado originalmente em 2001. Para marcar a data, o grupo de Jundiaí planeja uma série restrita de até cinco apresentações especiais com a execução do disco na íntegra. Os shows contarão com a participação dos integrantes da formação original da época da gravação: Fabrízio, Mirtão e Juca.
As festividades incluem também o lançamento de um documentário dirigido por Nacho Martin, previsto para outubro ou novembro de 2026. O vocalista Nick adiantou detalhes sobre a produção audiovisual:
"Não é um documentário sobre a banda, é sobre a história daquela época. Vai pegar o recorte da cena entre 1999 e 2002, com depoimentos de quem gravou e muitas imagens antigas. Queremos lançar em outubro ou novembro."
Gravado por Nick, Fabrízio, Mirtão e Juca, o trabalho saiu pela Oba! Records, selo independente do próprio vocalista, e consolidou o FISTT no cenário do chamado "Hardcore do Interior". O álbum registrou vendas expressivas em um período de transição da indústria fonográfica, marcado pela popularização de plataformas de compartilhamento digital como Napster e Kazaa. Nick relembrou o cenário do período:
"Ele é um disco de começo de internet, da época do Napster e do Kazaa. Mesmo assim, vendeu muito CD físico — mais de 10 ou 12 mil cópias. Deu um boom muito rápido e foi exatamente ali que sentimos uma forte troca de geração acontecendo dentro do hardcore."
A identidade visual do encarte traz uma fotografia de casamento, escolhida para representar o conceito de continuidade contido no título da obra. Nick revelou os bastidores da escolha:
"É uma foto do meu pai e minha mãe casando. Achei legal e tinha a ver com a ideia de continuidade. Os finais não precisam ser iguais para todo mundo; a vida sempre vai encontrar um rumo e continuar seguindo."
O guitarrista Fabrízio Martinelli destacou o impacto de faixas como "Menininha", "Vinteum", "Minduim", "Madrugada" e "Nada por Você". Antes deste lançamento, o grupo já havia divulgado a fita demo "Ansiedade Mata". Sobre o processo de composição em 2001, o músico afirmou:
"A gente teve uma química muito boa na composição desse disco, onde todo mundo participou e deu o seu melhor. Foi um trabalho muito honesto, que expressava tudo o que estávamos passando e o que queríamos transmitir naquele momento como banda."
A letra da canção "Vinteum", especificamente, foi apontada pelo guitarrista como uma reflexão antecipada sobre o futuro e a memória dos integrantes:
"Quando a gente estava escrevendo a música 'Vinteum', falávamos exatamente do futuro: quando estiver lá na frente, o que você vai lembrar? Hoje estamos aqui no futuro, lembrando de como fomos felizes e de como ele virou esse marco na nossa história."
Em paralelo às celebrações do passado, os integrantes anunciaram a entrada oficial do guitarrista Ricardo Galano, com passagens pelas bandas Não Há Mais Volta e Armada. A nova formação, composta por Nick, Funga, Mano e Galano, iniciou o processo de composição de músicas inéditas para um próximo trabalho de estúdio, que terá a produção musical de Ali Youssef, colaborador frequente do grupo CPM 22.



Comments